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Remediação eletrocinética de solos reais contaminados com Pb

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Dentre os metais pesados, o chumbo apresenta elevado grau de toxicidade ao homem e meio ambiente. Diante da preocupação ambiental diferentes técnicas são estudadas a fim de remover ou diminuir a quantidade de chumbo em solo e água [1]. Entre as técnicas estudadas, a Remediação Eletrocinética (RE) é uma tecnologia “in situ” que consiste na aplicação controlada de corrente contínua de baixa intensidade, através do solo entre os eletrodos distribuídos apropriadamente. Uma das vantagens mais importantes da tecnologia é a eficiência para tratamento de solos de baixa permeabilidade hidráulica, onde outras técnicas de atenuação natural ou tradicional não são adequadas. Este trabalho teve como objetivo: A aplicação da RE para remoção de Pb em solo, determinação do Pb via voltametria redissolução catódica por adição de padrão [2] e avaliação da toxidade do solo após o tratamento por meio do monitoramento do plantio de sementes de girassol (Helianthus annuus). A célula empregada na RE do solo foi conforme estudos prévios [3]. O solo foi contaminado com padrões de Pb resultando em 1000 mg kg-1. Durante a RE foram utilizados eletrodos de grafite, aplicando 1 V cm-1 em 14 d, e a fim de otimizar a RE foi testado o emprego de soluções de NaNO3 e ácido cítrico. O emprego de soluções de NaNO3 e ácido cítrico contribuíram em 78% e 55%, respectivamente, para a remoção do chumbo no solo. O fluxo eletro-osmótico e eletromigração foram os principais fenômenos que contribuíram para a descontaminação do solo, principalmente quando empregado NaNO3. A toxicidade do solo foi influenciada pelo tipo de líquido utilizado para manter a umidade, quando empregado NaNO3 ocorreu maior contribuição para diminuição da toxicidade, onde foi possível observar pelos valores associados aos índice de germinação de 64 e 88%, empregando NaNO3 e ácido cítrico.