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Nova Arquitetura de Sensor Eletroquímico Nanoestruturado para Detecção do Hormônio Estriol

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Recentemente, eletrodos quimicamente modificados têm sido fortemente utilizados em química analítica, pois oferecem caminhos simples, convenientes e rápidos para a detecção de diferentes compostos1 . Atualmente, têm sido crescente a preocupação com estrogênios naturais e sintéticos pelo potencial risco que podem provocar no ecossistema e em humanos, como efeitos adversos através da interação com o sistema endócrino2 . Assim, foi desenvolvida uma nova arquitetura de sensor com a modificação da superfície de um eletrodo de carbono vítreo (GCE) utilizando 57% de óxido de grafeno reduzido (RGO), 23% de nanopartículas de ouro (GNP) à base de um filme de 20% de solução em meio ácido de fécula de batata (SP), denominado RGO-GNP-SP/GCE para investigar a presença de estriol em diferentes matrizes. O sensor foi caracterizado utilizando espectroscopia na região do ultravioleta e visível (UV-Vis), infravermelho (IR), espalhamento dinâmico de luz, microscopia de força atômica (AFM), potencial zeta e voltametria cíclica (CV). Resultados obtidos por CV em KCl 0,1 molL-1 na presença de [Fe(CN)6] -3/-4 1,0 mmolL-1 ,apresentaram um par de picos redox bem definidos, e assim, obteve-se uma área eletroativa de 0,12 cm2 para RGO-GNP-SP/GCE e de 0,08 cm2 para o GCE, portanto um aumento de 50%. Utilizando-se voltametria de varredura linear (LSV) o eletrodo modificado (RGO-GNPSP/GCE) apresentou uma maior corrente de pico anódica, em 0,64 V, quando comparado ao GCE na presença de estriol 5,0 x 10-5 mol L-1 em meio de tampão fosfato 0,2 mol L -1 (pH 5,7). Houve a otimização de parâmetros utilizando o eletrodo RGO-GNP-SP/GCE para a determinação do hormônio. A curva analítica foi obtida na faixa linear de 1,5 x 10-6 a 2,2 x 10-5 mol L-1 , com limite de detecção de 4,8 x 10-7 mol L -1 . Além disso, apresentou ótima resposta frente a possíveis interferentes. O sensor também mostrou excelente desempenho em amostras de águas residuárias e urina sintética, com recuperações variando de 92,1 a 106,5%. Com isso, o RGO-GNPSP/GCE mostrou-se uma alternativa viável para a detecção do hormônio estriol nas amostras testadas.