Modelagem Matemática do Comportamento da Teacrina sobre o oxihidróxido de cobalto trivalente
Teacrina é um alcaloide, 1,3,7,9-tetrametilderivado do ácido úrico, encontrado tanto na erva amazônica cupuaçu [1], como no chá chinês ku-dim-chá [2]. Tendo efeitos anti-inflamatórios e analgésicos e não tendo efeitos de uso duradouro e excessivo, vê-se por vários pesquisadores como alternativa à cafeína [3]. Não obstante os efeitos benéficos da teacrina, estes dependem fortemente da sua concentração. Outros sim, haja vista a semelhança da composição química e dos efeitos, esta substância pode ser misturada, ou confundida com outros derivados do ácido úrico em formulações farmacêuticas [4]. Destarte, o desenvolvimento de um método eficiente, barato e rápido da sua quantificação é uma tarefa realmente atual, e a aplicação dos métodos eletroquímicos pode servir-lhe de uma boa solução. Ora, nenhum método eletroquímico para a quantificação da teacrina veio a ser reportado em literatura. Sem embargo, é possível pressupor, teoricamente, que a teacrina deva comportar-se como um derivado do ácido úrico, e o uso do oxihidróxido de cobalto como modificador do elétrodo, já utilizado em processos eletroquímicos com substâncias, que se oxidavam em condições semelhantes [5], poderia fornecer uma metodologia interessante para a sua quantificação. A possibilidade da realização deste processo eletroanalítico avalia-se, teoricamente, neste trabalho. A eletrooxidação da teacrina sobre CoO(OH) pode descrever-se conforme: CoO + OH- - e- CoO(OH) Foi desenvolvido e analisado um modelo matemático, correspondente ao mecanismo descrito, e a sua análise deixou concluir que CoO(OH) pode ser um modificadoreficiente de elétrodo para a detecção eletroquímica da teacrina em meios neutro e levemente alcalino, pois a estabilidade do estado estacionário é fácil de manter. O processo eletroanalítico rege-se pela difusão, em alguns casos, pela reação. As instabilidades oscilatória e monotônica também podem ser realizadas neste sistema