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Imunossensor baseado em nanocompósito eletroquimicamente sintetizado para diagnóstico da insuficiência renal

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Os imunossensores têm atraído interesse no âmbito dos sistemas point-ofcaretesting (POCT) por serem métodos de detecção relativamente baratos,apresentarem tecnologia compatível com os sistemas de miniaturização e mediçõesrápidas em tempo real[1]. Atualmente, o uso de nanoestruturas em sido uma tendênciano desenvolvimento de imunossensores, principalmente os nanotubos de carbono(NTCs) que se destacam por sua alta razão de espectro para imobilização debiomoléculas e excelentes propriedades semicondutoras que melhoram atransferência de elétrons e a sensibilidade analítica[2]. Neste trabalho, o sinergismoentre NTCs e polipirrol (Pi), um polímero condutor, foi explorado na elaboração de umimunossensor para detecção da Cistatina C, um marcador da taxa de filtraçãoglomerular, importante para avaliação da função renal. A superfície eletródica foimodificada por nanocompósito obtido através de co-eletropolimerização dosmonômeros de Pi e NTC por cronoamperometria a 0.8 V vs. Ag/AgCl em solução de0,35 M de ácido sulfúrico. Em seguida, os anticorpos (anti-Cys C) foramcovalentemente imobilizados via ligação amida com os grupos carboxílicos presentesnos NTCs. O imunossensor foi avaliado frente a sucessivas injeções de Cys C (2,5ng/ml-1), observando-se um decréscimo nos valores de corrente dos picos anódicosem voltametria de onda quadrada. A curva analítica demonstrou que a diferença deresposta nos valores de corrente exibiu uma relação linear de acordo com a equação:I% = 0,18+ 0,005 C cistatina possuindo um coeficiente de relação de 0,97 (p << 0.01, n= 5) e um baixo erro relativo (<<1%). O limite de detecção obtido foi deaproximadamente 2,18 ng/ml -1de cistatina C, o que permite o diagnóstico em níveisclínicos de alterações na função renal (fig.1.b). Estes resultados apresentam novoscaminhos para o desenvolvimento de imunossensores com alta sensibilidade ereduzido tempo de análise.