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Estudos Eletroquímicos de Superfícies de Ti cp recobertas com Nanotubos de TiO2

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As camadas passivas de óxidos de titânio compactas, porosas ou nanotubulares têm sido objeto de estudos eletroquímico de muitos autores [1]. A formação de nanotubos sobre próteses médicas assemelha a superfície do metal ao osso real, tal fato contribui para o crescimento celular no material [2]. Assim, o objetivo do trabalho foi obter, via eletroquímica, camadas de nanotubos de TiO2 auto-organizados sobre titânio e realizar estudos eletroquímicos sobre estas superfícies. Os nanotubos foram obtidos por oxidação anódica a 10 ou 20 V durante 1 h em solução glicerol + H2O + NaF. A caracterização eletroquímica foi feita por potencial circuito aberto, Eca, e de polarização potenciodinâmica em solução fisiológica de Ringer [3]. Os nanotubos obtidos nas diferentes condições de anodização foram caracterizados por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Para a amostra polida há um aumento rápido de Eca nos minutos iniciais e a curva tende a valores com pouca variação. Para amostras nanoestruturadas há a ausência do aumento rápido inicial, com o potencial apresentando pouca variação durante o período analisado. O deslocamento para potenciais mais positivos das amostras nanotubulares indica que o óxido formado apresenta melhores propriedades protetoras [3]. Os perfis voltamétricos de ambas as amostras são similares, sendo a diferença mais acentuada observada nos valores do potencial de corrosão, Ecorr, sendo -350 mV para a amostra polida e, -190 mV e -150 mV para as superfícies com nanotubos submetidas a 10V e 20 V, respectivamente. Em todas as superfícies as correntes de corrosão (icorr) e de passivação (ipass) apresentam valores semelhantes. Estes resultados confirmam os resultados de Eca, mostrando que as amostras com nanotubos apresentam melhor resistência a corrosão que as amostras polidas. Os resultados demostram que os nanotubos formados sobre Ti, em solução de glicerol com água e NaF, com diferentes potenciais de anodização, apresentam estabilidade eletroquímica quando imersos em solução simulando o meio fisiológico superior aos de amostras não anodizadas.