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Estudo da corrosividade do aço API X70 em contato com amostras de biodiesel de canola

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A síntese de biodiesel oriundos de diferentes óleos vegetais vem crescendo mundialmente visando a sua utilização em substituição ao diesel de petróleo, por sua excessiva emissão de gases poluentes. A Lei nº 13.263 de 2016 estabeleceu o uso do percentual mínimo de 8% de adição de biodiesel ao óleo diesel comercializado. A produção de biocombustíveis no Brasil é feita mediante a transesterificação de óleos e gorduras vegetais utilizando catalisadores básicoshomogêneos,esta tecnologia exige matérias primas com baixa acidez e umidade, encarecendo o custo de investimentos devido à necessidade da utilização de equipamentos construídos comaços importados. Este trabalho tem como objetivo a avaliação da resistência à corrosão do aço API X70 nacional,e de menor custo,na interação com amostras de biodiesel de canola. A síntese por transesterificação do óleo de canola foi realizada utilizando hidróxido de potássio como catalisador com razão molar de 6 (metanol/óleo) a uma temperatura 60ºC. Após a reação de transesterificação, fez-se a separação da glicerina do biodiesel por decantação (24 horas), seguidas de lavagem e secagem. Para a determinação da resistência à corrosão do aço API X70 foi realizado o ensaio de perda de massapor imersão de amostras do aço com biodiesel de canola puro e com diferentes adições de ácido oleico (1%,3%,10%) durante 720 horas. As amostras de biodiesel foram caracterizadas por meio do índice de acidez de acordo com as normas da ANP. As Figuras 1 e 2 mostram os resultados obtidos, os quais revelaram uma redução na taxa de corrosão do aço para todas as composições testadas durante todo o período do ensaio. Os menores valores para a taxa de corrosão do aço observados após 720 horas (30 dias) coincidem com o período de redução significativa da acidez do biodiesel (após 504 horasou 21 dias).