Eletrocatalisadores ternários do tipo PtRh@Pb/C para a oxidação eletroquímica de etanol
Eletrocatalisadores casca-núcleo do tipo (metal não nobre) @ (Pt–M) podem aumentar drasticamente a atividade catalítica do material da casca devido à melhor ligação intermetálica e fácil comunicação com moléculas e reações na superfície do catalisador, quando comparado com estruturas casca-núcleo convencionais e com Pt/C [1]. Neste sentido, Eletrocatalisadores contendo 20% em massa de metais de Pt2Rh1@Pb1/C, Pt3@Pb1/C, Pt2Rh1Pb1/C e Pt/C foram sintetizados através de um método de redução por álcool utilizando etileno glicol como agente redutor [2]. Os padrões de difração de raios X não identificaram nenhum pico referente ao Pb, em razão da sobreposição do sinal da Pt, ou PtPb nos catalisadores Pt2Rh1@Pb1/C, Pt3@Pb1/C, o que indica a formação de estrutura casca-núcleo. As densidades de corrente obtidas através de voltametrias cíclicas em 800 mV para Pt2Rh1@Pb1/C, Pt3@Pb1/C, Pt2Rh1Pb1/C, Pt/Ce Pt/C (Alfa Aesar) foram de 44,7, 36,4, 42,9, 32,2, 32,1 mA g Pt–1, respectivamente (Fig. 1). Estes valores demonstram o aumento na atividade catalítica para a oxidação de etanol dos catalisadores, devido provavelmente ao efeito eletrônico do núcleo de Pb e o efeito bifuncional ou eletrônico da liga que compõe a casca. Testes cronoamperométricos revelaram, após 3600 s, que a densidade de corrente para todos os catalisadores sintetizados foram superiores àquela do eletrocatalisador comercial. A densidade de corrente para Pt2Rh1@Pb1/C foi quase quatro vezes maior quando comparado à Pt/C (comercial). Tais resultados demonstram a maior estabilidade na oxidação de etanol para os catalisadores sintetizado.