Determinação Eletroquímica da Capacidade Antioxidante
As reações de oxirredução estão constantemente presentes nos processos de oxidações biológicas (reações químicas em cadeia, nas quais o oxigênio do ar é usado na oxidação química dos alimentos, produzindo energia para as funções vitais), sendo esses processos perfeitamente descritos pelo transporte de carga. Logo, o monitoramento eletroquímico pode ser usado para obtenção de uma descrição detalhada do fenômeno de transferência eletrônica e, adicionalmente, dados cinéticos podem ser registrados. O elo entre as propriedades redox dos compostos antioxidantes e a eficácia de sua ação in vitro, é, portanto, fundamental na determinação da capacidade antioxidante. Nessa perspectiva, as técnicas eletroquímicas passaram a ser empregadas na determinação da capacidade antioxidante a partir de 1997, com o trabalho pioneiro de Chevion et al., que empregaram a voltametria cíclica para avaliar o poder de redução de antioxidantes de baixo peso molecular (ABPM) presentes em amostras de fluidos biológicos e tecidos humanos. Atualmente, várias metodologias, que empregam as mais diversas técnicas eletroquímicas, são utilizadas na determinação da capacidade antioxidante total, dentre as quais podemos destacar a voltametria cíclica, já citada anteriormente, além de outras como: voltametria de pulso diferencial, voltametria de onda quadrada, potenciometria, amperometria, biamperometria, potenciometria e coulometria1-3. Nesse trabalho apresentaremos algumas características e aplicações dos principais ensaios eletroquímicos usados na determinação da capacidade antioxidante, assim como as perspectivas futuras em torno dessa nova gama de ensaios antioxidantes.