Determinação de diclofenaco usando o eletrodo compósito de grafite e poliuretana modificado com MIP
Nesse trabalho, um polímero com impressão molecular (MIP) foi sintetizado1, utilizando o diclofenaco (DCF) como molécula molde. O MIP foi usado na modificação de eletrodos compósitos à base de grafite e poliuretana (EGPU), para avaliar a resposta voltamétrica na determinação de DCF, assim como sua seletividade em comparação ao EGPU modificado com polímero sem impressão molecular (NIP). Voltamogramas cíclicos (Figura 1a) mostraram que, na primeira varredura, o DCF apresenta apenas um pico de oxidação, irreversível, em +0,83 V (vs. SCE) e dois picos de redução, reversíveis, em +0,40 e +0,65 V (vs. SCE), com picos de oxidação respectivos em +0,27 e +0,58 V (vs. SCE), na segunda varredura. A voltametria de pulso diferencial (DPV) foi utilizada na determinação de DCF, após a otimização de alguns parâmetros como 2,5% MIP (m/m), tempo de acumulação de 300s, potencial de +0,20 V, amplitude de 50 mV,velocidade de 10 mV s-1 e mácido perclórico pH2, como eletrólito de suporte. Curvas analíticas (Figura 1b) foram obtidas com região linear entre 0,01 e 0,20 μmol L-1 e LOD de 0,99; 6,13 e 5,31 nmol L-1para o EGPU-MIP, EGPU-NIP e EGPU, respectivamente. Usando o EGPU-MIP, o DCF foi determinado nas formulações farmacêuticas Biofenac®, Medley® e Voltaren®e em urina sintética, com recuperações de 101 a 102% e 102%, respectivamente. Esse sensor também mostrou seletividade na presença de ácido meclofenâmico e ácido mefenâmico, que têm similaridade estrutural com o DCF.