Construção de uma célula eletroquímica acoplada a uma ponteira de micropipeta para aplicações eletroanalíticas.
Micropipetas são empregadas na transferência quantitativa de líquidos e se tornaram um instrumento essencial em laboratórios analíticos.A invenção da micropipeta é atribuída ao físico alemão Dr Heinrich Schnitger, que em 1957 patenteou uma versão de volume fixo que comparado às pipetas clássicas de vidro permitiram, maior facilidade, velocidade na pipetageme diminuição da possibilidade de contaminações[1]. Após seu invento foram desenvolvidas versões capazes de operar emdiferentes volumes, versões multicanais e nos dias atuais já se encontram opções contendo dispositivos eletromecânicos controlados por comandos digitais de volume, misturae velocidadede pipetagem. No ramo da eletroanalítica as micropipetas desempenham um importante papel e são frequentemente empregadas nas etapas de preparação, diluição e adição de soluções de eletrólitos, padrões,reagentes e amostras na célula eletroquímica de medida.Células convencionais geralmente necessitam de volumes maiores que 5 mL[2]. Tornando um inconveniente quando o custo dos reagentes é elevado,volume limitado de amostras, além de gerar maior volume de resíduos.Devido aisso nesse trabalho nós apresentamos a construção de uma célula eletroquímica de 3 eletrodos(Ø = 0,5 mm), de menor volumeque as células convencionais eque permite conexão àmicropipeta manual/digital e sua respectiva ponteira em extremidade oposta.Essa condiçãopossibilitouo controle do volume aspirado na célula eletroquímica/ponteira (50 a 1000 µL) que lhe conferiumaior versatilidade ao realizar procedimentos de enxágue, drenagem, diluição de padrões e análisesde amostras em comparação com as células eletroquímicas convencionais. Conectada a um potenciostato de bancada PGSTAT12 a medida pôde ser iniciada por meio de um botão de gatilho inserido no dispositivodesenvolvido. O sistema também foi utilizado em um potenciostato portátil STAT400 controlado via bluetootha um laptop oferecendo, nesse caso, maior portabilidade para a realização de métodos eletroanalíticos.Soluções de ferrocianeto de potássio e eletrodos Au (WE); Pt (CE); Ag/AgCl (RE) foram empregadas nas caracterizaçõese verificação de seu funcionamento. Como exemplo de aplicação foi realizadoa determinação de maltitol presente em formulações de Levetiracetam (Achē).