Comportamento eletroquímico de compósito de PAni/GC
A polianilina (PAni) é um dos principais polímeros condutores, caracterizado pela fácil dopagem por ácidos protônicos, estável no estado dopável e facilmente sintetizada. Polieletrólitos naturais, como o polissacarídeo goma de cajueiro (GC), têm sido usados em processos de eletrossínteses de compósitos, combinando propriedades mecânicas e comportamento elétrico. Esses novos materiais formados por compósitos de polímeros intrinsecamente condutores, possuem grande potencial tecnológico. O referido trabalho compreende a eletrossíntese do compósito de polianilina e goma de cajueiro (PAni/GC) em substrato de ouro em meio aquoso ácido, com consequente avaliação da influência dos parâmetros físico-químicos (concentração do polieletrólito, pH de eletrossíntese e potencial de trabalho). Goma de cajueiro foi isolada após precipitações etanólicas. As medidas eletroquímicas foram realizadas em um potenciostato/galvanostato Autolab PGSTAT12 com auxílio do software Nova 2.0. O sistema eletroquímico foi composto de três eletrodos, disco de ouro (0,08 cm2, trabalho), fio de platina (0,2 cm2, auxiliar) e Ag/AgCl (referência). Na Fig. 1A observam-se o perfil voltamétrico para a goma de cajueiro GC (curva I) e a formação filme de PAni/GC (curva II) a partir de oxidação eletroquímica do monômero, resultando em cadeias poliméricas com a presença de contra-íons. O crescimento voltamétrico do compósito de PAni/GC (Fig.1B) é notável com incremento sucessivo da corrente faradaica, indicando a manutenção da sua condutividade. O compósito de PAni/GC resultou em um material redox ativo com característica de um semi-condutor capaz de armazenar cargas (Fig. 1C).