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Biossensor para o diagnóstico molecular do vírus da hepatite B em plasma

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A Hepatite B é uma doença silenciosa causada por vírus, cujo material genético é constituído por DNA. É altamente infecciosa e de difícil tratamento devido à inflamação no fígado [1]. Realizar o diagnóstico precoce e o seu monitoramento é de extrema importância uma vez que causa mais de meio milhão de mortes por ano no mundo. Neste trabalho, avaliamos a plataforma construída sobre eletrodos de grafite funcionalizados com poli (4-aminofenol) para a detecção do DNA genômico em amostras de plasma de pacientes infectados com Hepatite B, monitorando o indicador eletroquímico de hibridização brometo de etideo (BE). A funcionalização dos eletrodos de grafite foi de acordo com Castro et. al. [1]. A imobilização da sonda especifica (HepB1 - 63 μmol.L-1) foi realizada por gotejamento e a especificidade foi avaliada por voltametria de pulso diferencial (VPD) (Figura 1). Figura 1: (A) VPDs do BE em eletrodos de grafite/poli(4-aminofenol) contendo: (a) HepB1, (b) Controle negativo e (c) Controle positivo (B) Gráfico de barras construído a partir VPDs do BE das amostras de 5 pacientes, comparando o DNA genômico purificado com o teste em plasma (N=3). Eletrólito: tampão fosfato (0,10 mol.L-1; pH 7,4,) 25 mV, 0,2 s, 20 mV s-1. O biossensor foi capaz de distinguir a amostras negativas e positivas para a hepatite B, confirmado pelo aumento de resposta de corrente e deslocamento do pico de oxidação do brometo de etídio para potenciais mais anódicos. Além disso, o biossensor não sofre interferência de componentes presentes no plasma quando comparado às amostras de DNA genômico (Figura 1B), mostrando-se um dispositivo promissor para o diagnóstico de Hepatite B.