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Biossensor eletroquímico para diagnóstico específico do vírus da dengue

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A dengue é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Essa doença é considerada um dos principais problemas de saúde pública do mundo. A evolução da dengue é rápida e os sintomas são inespecíficos, podendo ser confundidos com outras doenças infecciosas1 . Neste caso, um diagnóstico clínico é difícil, sendo necessário um diagnóstico laboratorial. Os biossensores são uma alternativa interessante devido à possibilidade de produzir dispositivos de baixo custo, sensíveis, miniaturizados e simples para diagnóstico descentralizado. Este trabalho relata a detecção do vírus da dengue tipo 1 em amostras de soro humano, a partir da imobilização do peptídeo mimético (PMDV1) sobre eletrodo de ouro modificado com o nanocompósito polimérico de óxido de grafeno reduzido (OG-r) e poli(ácido 3-hidroxifenilacético) [Au/OG-r/poli(3-HFA)]. A figura 1 mostra que, após incubação do bioeletrodo com soro de pacientes saudáveis, houve uma pequena diminuição nos valores de corrente de pico na voltametria cíclica e uma pequena variação de resistência na impedância (1,19 kΩ → 2,0 kΩ). Entretanto, após a interação com Imunoglobulina M de soro de pacientes infectados, foi observada redução mais acentuada nos valores de corrente de pico na voltametria cíclica e uma maior variação da resistência na impedância (1,19 kΩ → 3,44 kΩ). Os resultados indicaram que o biossensor foi capaz de discriminar qualitativamente amostras de soro de indivíduos saudáveis e pacientes infectados com o vírus da dengue do tipo 1, pelas técnicas de voltametria cíclica e impedância eletroquímica.