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A equoterapia teve início no Brasil em 1983 e sua oficialização como método cientifico ocorreu em 1997 pelo Conselho Nacional de Medicina. Desde então a equoterapia se tornou uma estratégia terapêutica que apresenta extraordinários benefícios a saúde (FERREIRA, 2008; SILVA, AGUIAR; 2008). Ela consiste em um método de reabilitação que tem por objetivo auxiliar na obtenção e desenvolvimento das funções neuromotoras, por intermédio da utilização do cavalo como agente terapêutico em pessoas portadoras de deficiência ou necessidades especiais, podendo ser uma terapia principal ou complementar (GREGÓRIO, KRUEGER; 2013). O tratamento realizado através da equoterapia é ideal para crianças com paralisia cerebral por apresentar um padrão motor anormal, espasticidade muscular e hiperreflexia. Ela traz assim vários benefícios por adequar o tônus muscular na correção postural, melhorar a integração das percepções proprioceptivas e táteis, controle postural e de movimento.
Sendo um dos distúrbios motores mais frequentes nos indivíduos com lesão do sistema nervoso central, a espasticidade é conceituada como “aumento da resistência muscular à mobilização passiva dependente da velocidade do movimento realizado e ocorrência de hiperatividade dos reflexos miotáticos” (LEITÃO et. al; 2006).Os membros espásticos apresentam um aumento da resistência ao serem submetidos a movimentação passiva, isto é, quanto maior a velocidade e a amplitude de movimento que se tenta realizar, maior é a resistência ao movimento (DANTAS, 2008). Nos membros inferiores, a espasticidade predomina nos músculos extensores, com extensão e rotação interna do quadril, extensão do joelho, com flexão plantar e inversão do pé. Esta postura recebe o nome de atitude de Wernicke- Mann (TEIVE, ZONTA, DANTAS, 2008; CRUZ, et al; 2003).
Desta forma se mostra de total importância um indicador que revele a influência de intervenções, como a equoterapia na normalização de tônus espástico em praticantes de equoterapia. É necessária uma avaliação do grau de espasticidade no paciente para que se possa estabelecer um tratamento específico a cada um, como também para poder acompanhar a evolução do tratamento (DANTAS, 2008).