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A Doença de Parkinson (DP) é considerada o segundo distúrbio neurológico e motor mais corriqueiro, caracterizada por degeneração de estruturas subcorticais do cérebro, como neurônios dopaminérgicos na substância negra. Ocorrem também mudanças físicas, como bradicinesia, que é caracterizada por lentidão na execução e diminuição da amplitude de movimento, rigidez e tremor, o que culmina na dificuldade durante a marcha, e alteração na mesma (CHEN et al.,2014).
Os sintomas da Doença de Parkinson são antecedidos por um extenso ciclo no qual a neurodegeneração se espalha por todo o sistema nervoso, o que se evidencia a existência da fase prodrômica, que compreende o período onde os sintomas estão presentes, entretanto ainda não são suficientes para determinar o diagnóstico (DAYAN; BROWNER, 2017).
Os prejuízos vão além da deficiência motora, ocorrem alterações da memória, visuais, funcionais, cognitivas que resultam em transtorno de comportamento social; manifestam também déficits nas capacidades de varredura visual, “teoria da mente” e reconhecimento de emoção facial, devido à perda de neurônios dopaminérgicos (LIU et al., 2017).
Síndrome de Parkinson, conhecida também como parkinsionimos, é um diagnóstico clinico fundamentado na presença de dois dos três sintomas, bradicinesia, rigidez e tremor. O diagnóstico definido de mutáveis neurodegenerativas baseia-se em achados patológicos (RAIPUT; RAIPUT, 2017).
Segundo Luca et al., (2017), congelamento da marcha (freenzing of gaint – FOG) é uma disfunção da marcha complementar com certa descontinuidade do passo ou até mesmo a diminuição assinalada progressão do pé para frente, afetando seriamente a qualidade de vida (QV), aumentando também perigo de queda nos pacientes com DP. A averiguação fisiopatológica de FOG é extremamente desafiadora por ser influenciada por diversas habilidades cognitivas, de atenção e emocional (SUPPA et al., 2017).
Este estudo surge de uma curiosidade sobre o congelamento da marcha nos indivíduos portadores de Parkinson, quando no projeto de extensão Rede de Vigilância em Saúde para Idosos Institucionalizados (REVISII)- realizado no Albergue São Vicente de Paulo (ASVP) na cidade de Jataí (GO)- onde acompanhamos o atendimento fisioterapêutico dos pacientes com este diagnóstico.