IMPACTO DA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E RISCO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES
Observa-se, nas últimas décadas, uma mudança na estrutura etária da população brasileira com decréscimo nas taxas de natalidade e mortalidade, o que proporcionou ampliação da expectativa de vida e aumento na população na faixa etária a partir de 60 anos (TIER, 2004); esta população passou de 14,2 milhões, em 2000, para 19,6 milhões, em 2010 (IBGE, 2016).
O novo modelo populacional traz modificações nas condições de saúde dos idosos. Dessa forma, a longevidade acompanha mudanças na estrutura corporal como redução da massa magra, aumento do tecido adiposo corpóreo e a menor eficiência de bombeamento do coração (MENEZES, 2005).
O envelhecimento aumenta o risco para acometimento de doenças cardiovasculares (PEREIRA, 2008) que são consideradas o principal motivo de morbimortalidade (ENGROFF, 2005). Dessa maneira, a medida antropométrica da circunferência abdominal (CA) auxilia a prenunciar patologias cardiovasculares, (OLIVEIRA, 2015) por mensurar o acúmulo de gordura abdominal, fator que pressupõe aumento do risco de doenças cardiovasculares ateroscleróticas (SBC, 2001).