90227

AVALIAÇÃO E COMPARAÇÃO DA QUEDA, MARCHA E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM IDOSOS COMUNITÁRIOS

Favoritar este trabalho

O envelhecimento é um processo progressivo que acarreta modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas (WOELLNER, 2014). As alterações estruturais e funcionais que ocorre nos diferentes sistemas do organismo dos idosos são próprias do processo natural do envelhecimento e tornam o idoso mais suscetível a eventos incapacitantes, dentre eles as quedas (JÚNIOR et al., 2015).
De acordo com Luiz et al. (2015), 30% das pessoas com mais de 65 anos e 50% daquelas com mais de 80 anos sofrem ao menos uma queda anual. A prevalência aumenta com a idade, chegando a 50% acima dos 80 anos. A propensão à queda está diretamente relacionada a instabilidade e ao desequilíbrio postural que comprometem diretamente a marcha, tornando-a lenta, cautelosa e arrastada (ALVES et al., 2014).
Tem sido documentado que, na terceira idade, uma das maiores limitações funcionais é a queda, ou o medo dela, que implica níveis diminuídos de atividades da vida diária com a subsequente perda da função muscular, tecido articular e processamento de informação, podendo, assim, acontecer alterações no padrão da marcha (SOTORIVA et al., 2013). Castro et al. (2015) relatam que alterações na marcha estão entre os principais fatores que podem levar ao desencadeamento da queda.
De acordo com Rebelatto (2008) outro fator que pode comprometer a mobilidade e as funções físicas é o índice de massa corporal (IMC). O comprometimento da capacidade funcional, particularmente relacionada a mobilidade, é significativamente maior em idosos obesos e com sobrepeso em relação a idosos eutróficos (SANTOS et al., 2013).
Assim, a prevenção de quedas aparece como fator fundamental, para que se possa promover a independência e qualidade de vida ao idoso, para isso, pesquisas que abordem os fatores de risco intrínsecos e extrínsecos que levam os idosos a cair é de suma importância para traçarmos estratégias de prevenção mais eficazes (SÁ et al., 2012).