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AVALIAÇÃO E COMPARAÇÃO DA QUEDA, EQUILÍBRIO E MEDO DE CAIR EM IDOSOS COMUNITÁRIOS

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Quedas podem ser definidas como deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com incapacidades de correções em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais comprometendo a estabilidade (PADOIN et al., 2010). Pessoas de todas as idades apresentam risco de sofrer queda. Porém, para os idosos, ela possui um significado muito relevante, pois pode levá-lo à incapacidade, injúria e morte (FABRÍCIO et al., 2004).
Cerca de 30% das pessoas idosas caem a cada ano. Essa taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de 80 anos e 50% entre os idosos institucionalizados. As mulheres tendem a cair mais que os homens até os 75 anos de idade, a partir dessa faixa etária as frequências se igualam. Dos que caem, cerca de 2,5% requerem hospitalização e, destes apenas metade sobrevivera após um ano (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007).
Alguns fatores como sexo feminino, idade acima de 75 anos, quedas recorrentes, comprometimentos nas atividades de vida diária (AVD’S), inatividade, uso de medicamentos e alterações de equilíbrio e mobilidade podem ser indicativos para o grande número de quedas na população idosa (FABRÍCIO et al., 2004). Outro importante fator a ser considerado com relação às quedas é o seu impacto psicológico, pois o medo ou preocupação de uma possível queda predispõe o idoso a um declínio funcional e consequentemente a perda do equilíbrio (LOPES et al., 2009).
As quedas apresentam grande relevância no cenário do envelhecimento populacional por acometer um número significante neste grupo. Sua ocorrência gera déficits que impactam fisicamente o processo de fragilização e compromete aspectos psicossociais do idoso (SIQUEIRA et al., 2011).
Sabe-se que a queda nos idosos tem grande impacto social, podendo levá-los a maior dependência e restrição de suas atividades, necessitando de maiores cuidados. Tal fato quando ocorrido pode levar custos ao poder público com a ocupação de leitos hospitalares e fornecimento de medicamentos, atingindo também a família e a sociedade. Considerando o crescente aumento da população idosa, e o inevitável envelhecimento de uma sociedade, conhecer sobre as causas das quedas nessa população torna-se um tema de grande relevância. Por meio do conhecimento cada vez mais aprofundado por parte da comunidade cientifica, poder público e sociedade, sobre as causas das quedas e suas possíveis associações poderão surgir medidas preventivas para que essa população diminua o risco de cair.