Perfil de segurança e efeitos colaterais do infliximabe e adalimumabe na doença inflamatória intestinal em um centro de referência no Nordeste do Brasil

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho Original
  • Eixo temático: 1. Medicina
  • Palavras chaves: Doença inflamatória intestinal; infliximabe; Adalimumabe; efeitos colaterais; Segurança;
  • 1 Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará
  • 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

Perfil de segurança e efeitos colaterais do infliximabe e adalimumabe na doença inflamatória intestinal em um centro de referência no Nordeste do Brasil

Lucia libanez Bessa Campelo Braga

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

Resumo

INTRODUÇÃO: Os agentes anti-TNF-alfa são uma opção de tratamento eficaz e segura em pacientes com doença inflamatória intestinal grave (DII). No entanto, existem poucos estudos sobre segurança em países em desenvolvimento e o período de acompanhamento é curto na maioria deles. OBJETIVO: Avaliar o perfil de segurança em longo prazo do infliximabe (IFX) e do adalilumabe (ADA) em pacientes com DII durante um período de 10 anos em um centro de referência no Nordeste do Brasil. MÉTODOS: Coorte retrospectiva de pacientes com DII tratados com IFX ou ADA. Os prontuários de 123 pacientes, dos quais 104 (84,5%) tinham doença de Crohn e 19 (15,4%) retocolite ulcerativa, foram revisados, para efeitos colaterais associados ao uso de IFX (n = 83) e ADA (n = 40). O tempo da doença, resultado, gravidade e medicação concomitante foram registrados. RESULTADOS: Trinta e um pacientes (25%) apresentaram efeitos colaterais (IFX n = 21; ADA n = 10) (p = 0,971), 15 (48%) dos quais foram graves (IFX n = 10; ADA n = 5) (p = 0,942). Reações agudas ocorreram em 9 pacientes (7,3%), infecções em 13 (10%), neoplasias em 2 pacientes tratados com IFX (linfoma do cólon e adenocarcinoma do cólon) e 1 tratado com ADA (leucemia mieloide crônica). Três pacientes morreram (2,4%), 2 dos quais usaram IFX (sepse, tuberculose miliar) e 1 ADA (sepse). Herpes zoster foi observado em 1 paciente em uso de IFX, psoríase em 3 pacientes em uso de IFX e 1 em uso de ADA e lúpus induzido por medicamento em 1 paciente em uso de ADA. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Conforme a literatura, este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos colaterais do IFX e do ADA no tratamento da DII em uma coorte do Nordeste brasileiro. Nessa pesquisa, 25% dos pacientes apresentaram efeitos adversos, semelhante ao estudo retrospectivo realizado por colaboradores de Kamatand, onde 28,6% dos 70 pacientes que receberam ADA biossimilar em serviços indianos experimentaram eventos adversos. Diferentemente do ensaio CLASSIC II, onde 43 (16%) dos 276 pacientes pararam a medicação. Essas diferenças na incidência de efeitos colaterais destacam a importância de comparar coortes de diferentes regiões. A frequência dos efeitos colaterais foi semelhante para IFX e ADA. Ambas as drogas são razoavelmente seguras no tratamento da DII, mas a triagem e o monitoramento cuidadosos são necessários para identificar e acompanhar os pacientes com risco de efeitos colaterais graves.

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