Hipotensão pós exercício em idosos: efeito de uma sessão de hidroginástica

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
  • Palavras chaves: Idosos; hipertensão; Atividade física;
  • 1 Universidade Federal do Espírito Santo
  • 2 Estacio de Sá
  • 3 Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, Brasil
  • 4 Universidade Federal do Espírito Santo, Brazil

Hipotensão pós exercício em idosos: efeito de uma sessão de hidroginástica

Carlos Henrique De Reis

Universidade Federal do Espírito Santo

Resumo

Introdução: dentre as doenças cardiovasculares a hipertensão arterial vem sendo considerada a mais prevalente. Desta forma inúmeros tratamentos são frequentemente atribuídos como estratégias de manejo da doença, a atividade física recebe destaque sobretudo por ser capaz de promover redução da pressão arterial. Contudo, o efeito hipotensor em sessões agudas realizadas em ambiente aquático ainda permanece inconclusiva. Dessa forma o objetivo do estudo foi verificar o efeito hipotensor de uma sessão de hidroginástica em idosos normotensos e hipertensos de estágio 1. Método: vinte e oito idosas fisicamente independentes distribuídas em dois grupos normotensas (N, n:10) hipertensas (H, n:18) foram submetidas a uma sessão de hidroginástica com duração de 45 minutos, constituída de 5 minutos de aquecimento, 35 minutos de parte principal e 5 minutos de volta a calma. A intensidade foi monitorada pela percepção subjetiva de esforço, sendo indicada que durante toda a parte principal os exercícios fossem realizados entre 6 e 7 na escala de 0-10. Os seguintes parâmetros foram analisados antes e após 60 minutos da sessão de exercícios: pressão arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD), média (PAM), frequência cardíaca (FC) e duplo produto (DP). As diferenças foram analisadas pelo teste t ou ANOVA medidas repetidas conforme apropriado e nível de significância de p<0.05. Resultados: não foi encontrado diferenças significativas (p>0,05) entre a idade e os parâmetros antropométricos entre os grupos N e H. Não foi encontrado diferenças em ambos os grupos na FC (F=0,194, p=0,66), PAS (F=1,685, p=0,20), PAD (F=2,52, p=0,125), PAM (F=1,54, p=0,22) e DP (F=2,02, p=0,16) após imersão. Analisando a resposta hipotensora induzida pela sessão de exercício efeito significativo foi encontrado na PAS (tempo: F=12,74, p=0,001; grupo: F=77,96, p<0,001; interação: F=7,25, p=0,012), PAM (tempo: F=11,09, p=0,002; grupo: F=118,7, p<0,001) e DP (tempo: F=9,65, p=0,004; grupo: F=22,05, p<0,001; interação: F=4,52, p=0,043). Assim, após 60 minutos da realização da sessão de exercício redução significativas (p<0,05) foram encontradas na PAS (N:-1,6 ±3,48, H:-9,57±8,96;%), PAD (N:0,98±3,09, H:-3,10±5,59;%), PAM (N:-1,26±2,10, H:-4,37±5,00;%) e DP (N:-2,28±3,71, H:-11,27±12,29;%). Conclusão: uma sessão aguda de hidroginástica foi capaz de promover redução das pressões sistólica, diastólica, média e do duplo produto somente nas idosas hipertensas.

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