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Embora a restauração florestal seja uma das soluções mais viáveis para o enfrentamento das mudanças climáticas, ainda requer avanços em seu planejamento estratégico e espacialmente explícito. Este estudo avalia um modelo de decisão para a alocação de áreas de restauração, baseado em uma análise multicritério (MCE) integrada a sistemas de informações geográficas (GIS), aplicado ao estado de São Paulo, Brasil. Foram analisadas 15 métricas (ambientais, sociais e econômicas), que, integradas à opinião de especialistas, receberam pesos relativos em seu cruzamento, a depender do objetivo da restauração. Considerando que a transição do uso da terra para a restauração florestal é mais viável em áreas de pastagem degradada e terras de baixa aptidão agrícola, o mapa final de adequabilidade foi intersectado com as áreas correspondentes a pastagens degradadas. Concluímos que o método demonstra potencial para integrar múltiplas variáveis de maneira eficaz, identificando áreas mais adequadas tanto para restauração com foco ecológico quanto para aquelas com objetivos econômicos, fornecendo uma base sólida para o direcionamento de esforços no estado de São Paulo.
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