O Pasquim e a (re)produção de imaginários misóginos

Vol. 23, 2025 - 346279
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Resumo

Este artigo analisa como O Pasquim, um dos principais expoentes da imprensa alternativa durante a ditadura civil-militar brasileira, destacando-se pelo tom irreverente por meio do uso do humor e sua crítica política mordaz, reproduziu simbolismos misóginos e perpetuou representações de gênero alinhadas ao machismo estrutural da sociedade brasileira, ainda presentes na contemporaneidade. A partir da análise de seis ilustrações (charges e tirinhas), o estudo evidencia como o humor foi utilizado não apenas como crítica política, mas também como instrumento de reprodução de discursos patriarcais violentos. A abordagem teórico-metodológica fundamenta-se nos estudos de gênero (Muniz, 2010; Rocha-Coutinho, 1994; Zanello, 2022), análise crítica da mídia (Braga, 1991), com destaque para os conceitos de representação (Barros, 2004), imaginário (Jodelet, 2001) e verdade/poder (Foucault, 1979).

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Área de Avaliação
  • ANTONIETAS - Fissuras na democracia - a sub-representação estrutural das questões de gênero e interseccionalidades
Palavras-chave
Charges
Ditadura
Estudos de Gênero
Jornalismo
O Pasquim