O mito do assistente inteligente: Nick Couldry e a hibridização no jornalismo em tempos de inteligência artificial generativa

Vol. 23, 2025 - 346426
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Resumo

Este artigo propõe o conceito de mito do assistente inteligente, a partir da conferência de Nick Couldry
“Do mito do centro mediado ao mito do Big Data” (2019). Assim como os mitos do centro mediado e de “nós”,
do próprio Couldry, o mito do assistente inteligente designa a crença de que IAG baseados em LLMs auxiliam o trabalho jornalístico de modo
análogo a um assistente humano, quando na verdade operam por correlações estatísticas, sem
compreensão semântica. A partir das cinco dimensões do poder midiático propostas por Couldry (enquadramento,
ordenamento, nomeação, espaçamento e imaginação), o artigo analisa como esse mito se manifesta nas rotinas
jornalísticas, com atenção à hibridização entre jornalistas e sistemas de IAG. Reconhecer esse mito não implica
negar os ganhos operacionais das IAGs, mas evidenciar que o humano passa a funcionar como suporte de
verificação e responsabilização, e não apenas como usuário assistido por uma ferramenta

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Instituições
  • 1 Universidade Federal da Bahia
Área de Avaliação
  • 3. Jornalismo e tecnologias
Palavras-chave
Nick Couldry
Inteligência artificial generativa
Mito do assistente inteligente
Hibridização
Large Language Models (LLMs)