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Neste artigo, investigo os impactos epistemológicos e ontológicos da emergência da Inteligência Artificial Generativa (IAG) no campo da imagem técnica, tomando o fotojornalismo como arena privilegiada dessa fricção. Analiso o deslocamento do estatuto testemunhal clássico da fotografia, ancorado na indicialidade e no ça-a-été (isso-foi), em direção à emergência da “pós-imagem” e do paradigma do “isso-nunca-foi”. Em termos metodológicos, adoto uma abordagem teórico-conceitual e comparativa a partir do diálogo entre Filosofia da Imagem, Semiótica e Estudos de Jornalismo. Problematizo, assim, a tensão entre a autoria distribuída, mediada por sistemas algorítmicos, e a permanência da responsabilidade editorial indelegável das organizações de comunicação. Concluo que a crise contemporânea não aniquila o fotojornalismo, mas desloca a garantia da verdade da técnica ótico-química para os protocolos éticos, metodológicos e políticos de apuração, verificação e transparência institucional.
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