Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Este artigo analisa Et la joie de vivre (2026), relato autobiográfico de Gisèle Pelicot escrito em colaboração com a jornalista e romancista Judith Perrignon, para compreender como a narrativa reinscreve um corpo atravessado por experiências que excedem a própria memória de Pelicot. A partir de uma leitura situada do corpo como território, articulamos o sujeito dividido, em Jacques Lacan (1977), e o direito à opacidade, em Édouard Glissant (1997), à noção de testemunho opaco. Metodologicamente, realizamos uma análise narrativa do original francês, observando relações entre corpo, memória, espaço, arquivo, visibilidade e mediação. Argumentamos que a crescente legibilidade factual do estupro não elimina a opacidade do sujeito e que a obra faz coexistir ruínas do corpo, da casa e da memória com possibilidades de refúgio e enunciação. Nesse movimento, a mediação jornalística emerge como problema de escuta, autoridade narrativa e limites da apropriação do outro.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo