Aparelho, gesto e circulação: a materialidade das imagens institucionais e cidadãs nas enchentes de fevereiro de 2026 em Juiz de Fora

Vol. 23, 2025 - 346200
Comunicações Livres
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

As chuvas extremas de fevereiro de 2026 na Zona da Mata mineira, que deixaram 65 mortos e mais de 8,5 mil desalojados e desabrigados em Juiz de Fora, foram registradas simultaneamente pela cobertura jornalística institucional e pela circulação amadora em redes sociais. Este artigo propõe uma leitura ancorada na Análise da Materialidade Fotográfica (AMF) — desdobramento fotográfico da AMA (Coutinho, 2016 e 2018) —, articulada à filosofia do aparato de Flusser (2002) e à crítica de Machado (2000) à leitura indicial da fotografia. A partir de um corpus deduplicado de fontes jornalísticas e de perfis comunitários no Instagram, comparam-se as marcas de dispositivo, gesto, superfície e arquivo que cada regime deixa na imagem, argumentando-se que essa leitura material é instrumento relevante para a pesquisa em desinformação visual — não como verificador de autenticidade, mas como ferramenta que situa cada imagem nas condições técnicas e institucionais que a tornaram possível.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Juiz de Fora
Área de Avaliação
  • 8. Trabalho jornalístico e rotinas produtivas
Palavras-chave
Fotojornalismo
Materialidade fotográfica
Desinformação visual
Imagens amadoras
Enchentes em Juiz de For