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As chuvas extremas de fevereiro de 2026 na Zona da Mata mineira, que deixaram 65 mortos e mais de 8,5 mil desalojados e desabrigados em Juiz de Fora, foram registradas simultaneamente pela cobertura jornalística institucional e pela circulação amadora em redes sociais. Este artigo propõe uma leitura ancorada na Análise da Materialidade Fotográfica (AMF) — desdobramento fotográfico da AMA (Coutinho, 2016 e 2018) —, articulada à filosofia do aparato de Flusser (2002) e à crítica de Machado (2000) à leitura indicial da fotografia. A partir de um corpus deduplicado de fontes jornalísticas e de perfis comunitários no Instagram, comparam-se as marcas de dispositivo, gesto, superfície e arquivo que cada regime deixa na imagem, argumentando-se que essa leitura material é instrumento relevante para a pesquisa em desinformação visual — não como verificador de autenticidade, mas como ferramenta que situa cada imagem nas condições técnicas e institucionais que a tornaram possível.
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