ANTONIETAS - Práticas, reflexões e transformações do campo jornalístico a partir das epistemologias feministas interseccional e decolonial

Vol. 23, 2025 - 342345
Proposta de Sessão Coordenada das Redes de Pesquisa
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Resumo

Sendo uma importante tecnologia de gênero (Lauretis, 1994) que expressa relações de poder e saber (Veiga da Silva, 2014), o jornalismo possui potencial para produzir práticas, discursos e narrativas de enfrentamento às desigualdades estruturais, buscando cumprir a sua responsabilidade social, contribuir para o fortalecimento da democracia e da sua prática profissional. Para tanto, compreende-se que o jornalismo necessita ser pesquisado em perspectiva de gênero (Scott, 1995), dialogando com as epistemologias dos feminismos negro, interseccional e decolonial (Gonzalez, 2020; Carneiro, 2011; Crenshaw, 2004; Collins; Bilge, 2021; Akotirene, 2019; Lugones, 2014; Curiel, 2020), evidenciando intersecções de gênero, raça, classe, sexualidade, território, entre outros marcadores sociais da diferença. Assim, esta Coordenada da Rede Antonietas abarca pesquisas que buscam refletir sobre práticas e transformações do campo jornalístico, que analisam experiências jornalísticas feitas por mulheres e grupos minorizados; trabalhos que denunciem desigualdades de gênero, ataques e constrangimentos enfrentados por jornalistas mulheres e pessoas racializadas em diversos contextos de trabalho e ecossistemas digitais; pesquisas que identificam aspectos identitários e étnico-raciais das jornalistas; estudos que expõem a cisnormatividade (Vergueiro, 2015), a heteronormatividade compulsória (Rich, 2010) e a performatividade do gênero (Butler, 2003) no jornalismo, assim como posturas necessárias para aumentar o respeito à população LGBTQIAPN+; estudos que buscam compreender práticas jornalísticas que se reivindicam feministas e/ou com perspectiva de gênero, pela perspectiva da interseccionalidade, investigando mudanças e subversões em âmbitos da produção, questionando valores e fundamentos do jornalismo, relação com as fontes,  e expressando posicionamentos editoriais, tais como antirracista, anticapacitista, ecofeminista, transinclusivo e em defesa dos direitos humanos e da justiça social.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • 2 Universidade de Brasília
Área de Avaliação
  • Sessão coordenada de rede de pesquisa
Palavras-chave
Jornalismo
Gênero
Práticas jornalísticas
Aspectos identitários e étnico-raciais
Desigualdades estruturais