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Este artigo se insere nas reflexões que temos realizado (Soster, 2023, 2024, 2025) em torno da existência, do ponto de vista tipológico, de extratos narrativos distintos no âmbito dos dispositivos que compõem o sistema midiático-comunicacional no que que ele tem de jornalístico. Referimo-nos à existência dos narradores moderno (Benjamin, 2012), pós-moderno (Santiago, 2002) e midiatizado (Soster, 2025). Mas, também, à subsunção que a processualidade da midiatização, em especial a partir daquilo que Verón (2013) chamou de “revolução do acesso”, permite a emergência de um novo extrato, que estamos chamando, a partir de Carlón (2020), de narrador hipermidiatizado. Compreender o que significa a condição narrativa hipermidiatizada, implica observar, em primeiro, que a hipermidiatização, na perspectiva de Carlón (2020), representa o atual estágio do processo de midiatização da sociedade, marcado pela forma por meio das quais os sentidos circulam e como as interações entre os distintos atores se estabelecem na discursividade midiática.
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