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O PROCESSO DE REGIONALIZAÇÃO NA REGIÃO DO ENTORNO, MANAUS E ALTO RIO NEGRO E A NECESSIDADE DE ROMPER COM RELAÇÕES HISTÓRICAS DE DESIGUALDADE QUE PREVALECEM NESTE TERRITÓRIO

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Apresentação/Introdução
Os territórios amazônicos convivem historicamente com uma realidade de bastante desigualdade, que produziram impactos em como os serviços de saúde foram distribuídos neste território. Este estudo buscou entender, a partir de um estudo de caso, como o processo de regionalização e a implantação das redes de saúde foram capazes de produzir uma maior equidade neste contexto.


Objetivos
Analisar como o processo de regionalização conseguiu responder às demandas por uma maior equidade na região do Entorno, Manaus e Alto Rio Negro.


Metodologia
Esta pesquisa trata-se de um estudo de caso realizado no âmbito da pesquisa Política, Planejamento e Gestão das Regiões e Redes de Atenção à Saúde no Brasil na região “Manaus, Entorno e Alto Rio Negro – AM. Os dados foram obtidos a partir de nove entrevistas semi-estruturadas, aplicadas aos gestores municipais e estaduais, coordenadores de atenção básica e ao coordenador da CIR Entorno de Manaus. No componente documental foram revisadas atas e resoluções oriundas da Comissão Intergestora Regional (CIR) da região Entorno de Manaus, entre 2012 a 2015, período de funcionamento regular desta CIR, e documentos institucionais das secretarias de saúde participantes da região Entorno de Manaus.


Resultados
Constatou-se na região estudada que o processo de regionalização descolado das demandas do território. Predominando a ausência de articulação dos municípios e uma forte tendência dos gestores em manter os recursos de saúde concentrados no grande centro urbano. Por outro lado, destaca-se a ausência de propostas de melhorias para APS, apontadas como recurso fundamental na atuação em áreas rurais e remotas em estudos internacionais e também no uso de tecnologias, como no caso da Telesaúde, que poderiam responder de forma mais equânime as necessidades deste território. Ao contrário, destaca-se como proposta, o desenho proposto para o SAMU, com atendimento das demandas concentrado em Manaus.


Conclusões/Considerações
As especificidades desta região de saúde exigem que sejam repensados os modelos propostos para esta realidade, sendo importante que seja superada a perpetuação de investimentos de recursos de saúde nos principais centros, com forte influência de um modelo hospitalocêntrico. Propõe-se que a regionalização nesta região prime por considerar o território na sua construção.