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GOVERNANÇA DA POLÍTICA DE FLUORETAÇÃO DAS ÁGUAS EM UMA CAPITAL AMAZÔNICA: UM ESTUDO QUALITATIVO

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Apresentação/Introdução
A política de fluoretação das águas de abastecimento público é considerada uma das dez maiores conquistas da saúde pública do século XX. Sua importância enquanto medida de intervenção é pela prevenção em até 60% da cárie dentária. Além disso, é uma política inclusiva, pois proporciona também o acesso à água tratada, que pode ser considerada como uma das ações mais importantes da saúde pública.


Objetivos
O estudo tem por objetivo conhecer a governança da política de fluoretação das águas de abastecimento público na cidade de Belém, Amazônia, Brasil.


Metodologia
Para isso foi realizado um estudo descritivo de natureza qualitativa. A amostra foi constituída por gestores de saúde bucal do estado e do município; um gestor responsável pelo sistema de fluoretação da água de abastecimento da companhia de saneamento municipal; três dirigentes de entidades da classe odontológica; um representante do controle social e um ex- integrante do Grupo Estadual de Controle de Fluoretação (GECOF). Foram realizadas entrevistas a partir de um roteiro semiestruturado com perguntas abertas. A análise dos dados foi realizada através da técnica de análise do conteúdo.


Resultados
Os entrevistados reconheceram a importância da fluoretação das águas para a prevenção da cárie dentária, porém alguns demonstraram pouco conhecimento sobre a situação da política do flúor sistêmico. Além disso, os entrevistados atribuíram às entidades odontológicas o papel na cobrança de políticas públicas voltadas à saúde bucal. Por fim, sugeriram possíveis caminhos para o retorno e manutenção da política de fluoretação das águas na cidade de Belém


Conclusões/Considerações
O consenso nas falas foi que a fluoretação das águas ainda é uma medida que vale a pena investir. É uma política socialmente justa, mais equânime, de maior acesso à população e de menor custo que o tratamento odontológico. No estudo ficou evidenciada a falta de governança dessa política na cidade de Belém, o que pode ser um das causas para a sua não execução.