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Período de Realização
O projeto de educação em saúde do Módulo de Medicina Social ocorreu de novembro a dezembro de 2017.


Objeto da Experiência
Vivências com populações rurais vinculadas as lutas sociais pela terra e a educação popular em saúde por estudantes da graduação em saúde.


Objetivos
Refletir conjuntamente sobre demandas e necessidades em saúde trazidas pelos assentados relacionadas ao sistema público de saúde, no campo da atenção básica, prevenção de doenças e promoção da saúde, elucidando-se, o saber da experiência e as possibilidades de (re)elaborar representações sociais.


Metodologia
Partiu-se da realidade local e dos conceitos de educação popular, explorando a dialógica e a pedagogia freiriana (2007). Um primeiro encontro destinou-se a conhecer a realidade cotidiana de vida daquela população e os determinantes sociais do processo saúde-doença. Emergiram, assim, temas de saúde, abordados em rodas de conversa com o objetivo de troca de saberes possibilitando compreender a particularidade das condições de vida e de trabalho dessa comunidade.


Resultados
Em duplas, seis alunos, promoveram rodas de conversas temáticas. Sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), falou-se sobre direitos, acesso e serviços de atendimento disponíveis no território em questão de modo interativo. Acerca dos primeiros socorros e prevenção, foram abordados a ressuscitação cardíaca, o preparo de soro caseiro, e informações sobre picadas de cobras e leishmaniose. Sobre a hipertensão e diabetes, a partir da aferição da pressão arterial discutiu-se rotina e hábitos saudáveis.


Análise Crítica
A vivência e troca de saberes obtidas nesse projeto demonstrou-se relevante para a formação médica, sendo uma oportunidade de aproximação à saúde popular em comunidades rurais, pouco abordado ao longo do curso, um contexto social específico e capaz de indicar aspectos culturais e saberes populares que não podem ser desconsiderados na prática profissional e cidadã, destacando-se tratar de pessoas que usam exclusivamente o SUS e a necessidade de reflexão e ação em direção à equidade na saúde.


Conclusões e/ou Recomendações
Tal experiência revelou a necessidade da formação médica se aproximar de diferentes grupos e realidades com competências e habilidades específicas para lidar com sujeitos plurais, autônomos. Agora, cabe aos alunos da área de Medicina Social e aos representantes daquela comunidade continuarem esse projeto para efetivação de propostas e reforço da relação entre novos estudantes e assentados.