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CUIDADO INTEGRATIVO NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

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Período de Realização
março de 2016 a dezembro de 2017


Objeto da Experiência
experiências com outras racionalidades médicas (RMs) e algumas práticas integrativas e complementares (PICs) no cuidado a alunos da UFF.


Objetivos
apresentar teórica e vivencialmente algumas RMs e PICs e seu potencial; contribuir para a redução do sofrimento e adoecimento dos alunos; contribuir para a ampliação da formação de profissionais de saúde, no campo das PICs.


Metodologia
três ações: (1) disciplinas (1 obrigatória e 6 optativas) para o curso médico, algumas delas eletivas para outros cursos da saúde, apresentam: homeopatia; acupuntura; meditação, imaginação ativa, relaxamento, toque terapêutico, imposição de mãos, Reiki e Tai Chi Chuan; (2) treinamento de alunos interessados em algumas práticas; (3) atendimento a alunos da UFF, no SUS, por docentes, acompanhados de alunos interessados, com homeopatia, acupuntura e imposição de mãos.


Resultados
A frequência de alunos nas disciplinas optativas é em média 15 por turma; poucos (1 a 2 por turma) se propõem a participar do treinamento e atendimento supervisionado a colegas. Os alunos atendidos com acupuntura, homeopatia e imposição de mãos referem alívio dos sintomas e aumento dos recursos internos para lidar com as dificuldades. Mesmo os que participam apenas da primeira ação passam a valorizar as PICs na promoção da saúde.


Análise Crítica
A baixa adesão às disciplinas optativas e ao treinamento tem sido creditada ao pouco tempo disponível dos alunos, pela extensa carga horária de disciplinas obrigatórias do curso médico. Os bons resultados experimentados pelos participantes têm favorecido um gradual aumento dessa adesão. A única disciplina obrigatória sobre RMs e PICs é oferecida no sétimo período do curso médico, quando os alunos já têm dificuldade de questionar a racionalidade que lhes foi ensinada.


Conclusões e/ou Recomendações
Já observamos benefícios do aprendizado vivencial de algumas PICs, na sala de aula e em serviço do SUS: aumento dos recursos internos dos alunos para o autocuidado, desenvolvimento de vínculos de respeito e acolhimento entre os alunos, reconhecimento das PICs como instrumento privilegiado no cuidado à saúde. Recomendamos a introdução de um conteúdo mínimo em disciplinas obrigatórias e criação de optativas, sempre incluindo a prática.