102285

CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES QUE FREQUENTAM CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL APRESENTAM INGESTÃO INADEQUADA DE MICRONUTRIENTES

Favoritar este trabalho Entre em contato com os autores

Apresentação/Introdução
A ingestão inadequada de micronutrientes na infância prejudica o crescimento e desenvolvimento, além de aumentar as taxas de morbidade e mortalidade infantil. Somando-se a isso, crianças são mais vulneráveis à deficiência de micronutrientes, pois possuem maiores necessidades por peso corpóreo em comparação a outras faixas etárias, além de serem fisiologica e imunologicamente imaturos.


Objetivos
O objetivo deste estudo é determinar a ingestão de micronutrientes em crianças de 1 a 4 anos, que frequentam Centros de Educação Infantil (CEIs), avaliando as prevalências de consumo inadequado ou ingestão acima dos limites toleráveis.


Metodologia
Para acessar a ingestão de micronutrientes (cobre, ferro, cálcio, magnésio, selênio, zinco, potássio, sódio e manganês), foi coletada dieta duplicada de 24 horas - todo alimento ou bebida ingeridos pela criança, em casa e na escola (n=64). A dieta foi coletada em um dia da semana, no qual as crianças passam 10 horas/dia no CEI. Os micronutrientes foram determinados por espectrometria de massas com plasma indutivamente acoplado ou espectrometria de absorção atômica com chama. A ingestão foi avaliada segundo os valores de referência DRI (Dietary Reference Intake). Foram realizadas medidas antropométricas e classificação do estado nutricional segundo as curvas da Organização Mundial da Saúde.


Resultados
As maiores prevalências de ingestão inadequada foram encontradas para cálcio e selênio: 50% e 42% das crianças de 1-3 anos respectivamente, e 90 e 93% das crianças de 4 anos não alcançaram as recomendações de ingestão. A ingestão de potássio também foi baixa nos dois grupos: apenas 13, 3% e 5, 3% das crianças de 1-3 anos e 4 anos respectivamente, alcançaram suas necessidades para o nutriente. No entanto, sódio foi consumido em excesso: 23% e 42% das crianças nas respectivas faixas etárias apresentaram ingestão acima do limite tolerado. Quanto ao estado nutricional, 17,2% das crianças apresentaram sobrepeso e obesidade, enquanto apenas 1 criança foi classificada com baixo peso para idade.


Conclusões/Considerações
Considerando os efeitos prejudiciais à saúde infantil relacionados tanto à deficiência de micronutrientes, quanto como à ingestão excessiva de sódio e às condições de sobrepeso e obesidade, se faz necessário para promoção da saúde infantil, que órgãos governamentais deem ênfase em políticas públicas voltadas para a promoção de hábitos saudáveis na infância, incluindo o Programa Nacional de Alimentação Escolar.