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Apresentação/Introdução
Os problemas que envolvem o ensino-aprendizagem na política, englobam o campo de formação profissional em saúde. Nesta perspectiva, o “facilitador” entra no processo de ensino-aprendizagem como um ativador de reflexões. Assim, as percepções positivas e negativas destes trabalhadores sobre os facilitadores, são fundamentais para compreender a totalidade do processo ensino-aprendizagem em política.


Objetivos
O objetivo do estudo foi analisar a percepção dos trabalhadores que atuaram como discentes em um curso de formação política em saúde sobre os pontos positivos e negativos da facilitação do processo ensino-aprendizagem vivenciado.


Metodologia
Para tanto, realizou-se uma pesquisa de abordagem qualiquantitativa. A metodologia de ensino foi baseada em uma mescla de métodos ativos (Sala de Aula Invertida, Questões Disparadoras e Tempestade de Ideias). Os 17 trabalhadores que participaram do curso foram solicitados a responder a uma entrevista não-estruturada cuja pergunta foi: “Avalie os facilitadores, pontos positivos e negativos”. Os dados foram analisados a partir da Análise de Conteúdo Clássica, do tipo frequencial, cujas unidades de análise textual foram as “proposições”. Este tipo de análise apresenta-se como a mais apropriada para uma primeira aproximação com o conteúdo, visando uma interpretação textual inicial.


Resultados
Das 40 proposições no quais os conteúdos foram decompostos, pôde-se construir 13 categorias temáticas por semelhança léxico-semântica. Segundo os trabalhadores, o aspecto positivo mais frequente dos facilitadores no processo de ensino-aprendizagem vivenciado foi: “facilitadores bem preparados teoricamente”, com dez (10) proposições, constituindo 25%. Por outro lado, os trabalhadores apontam que o aspecto mais reiterado negativamente dos facilitadores no processo ensino-aprendizagem foi: “a questão do controle do tempo”, com três (3) proposições, equivalendo 7,5%.


Conclusões/Considerações
Os trabalhadores percebem que o aspecto mais positivo dos facilitadores, é a sua preparação teórica. Assim, é possível dizer que os facilitadores ativam os debates no grupo, auxiliando no desenvolvimento e na livre discussão de ideias para a formação política dos trabalhadores. Entretanto, cabe aos facilitadores, também, verificar a temporalidade ao transcorrer do curso, uma vez que se deve frisar pela continuidade dos propósitos do curso.