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Apresentação/Introdução
O câncer de mama está entre as doenças que mais acomete as mulheres. Há situações que após diagnóstico, a mulher vivencia situações de preconceito, violência e sentimentos de desvalorização social. A situação de violência evoca baixa autoestima, vergonha e medo, que podem resultar em mudanças de comportamento, ampliando o isolamento e a dificuldade de autocuidado e do cuidado com o outro.


Objetivos
Desvelar as violências física e sexual praticadas pelo parceiro íntimo contra mulheres com diagnóstico de câncer de mama e identificar se estas se reconhecem em tal situação.


Metodologia
Estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado no Programa de Reabilitação para Mulheres Mastectomizadas (PREMMA), em Vitória, Espírito Santo. Foi realizada entrevista com dezesseis mulheres a partir de questões norteadoras, que abordavam a história de violência física e sexual pelo parceiro após o diagnóstico câncer de mama. A técnica de análise dos dados foi feita por meio da Análise de Conteúdo Temática, organizada em três etapas: pré-análise, exploração do material, tratamento e interpretação dos dados obtidos. Da análise de conteúdo surgiram as categorias empíricas: Violências vivenciadas e compreensão do fenômeno da violência a partir do olhar das mulheres.


Resultados
Em relação às categorias violência vivenciada pela mulher com câncer de mama, verifica-se situações de violência física, na seguinte fala: “ele arrancou a peruca da minha cabeça queimou a peruca e veio pra me dar um soco eu levantei e ele veio com a faca”; também os resultados mostram a presença da violência sexual contra a mulher: “ele veio me forçar a ter relação, dizia que dava ou ele não comprava mais nada pra dentro de casa”. Na categoria compreensão do fenômeno da violência a partir do olhar das mulheres, nota-se que o reconhecimento da violência para a maioria está relacionado à agressão física: “pra ser violência precisa bater no ser humano, no meu entender”.


Conclusões/Considerações
A violência física e sexual praticada pelo parceiro íntimo está presente em todos os ciclos de vida da mulher, e, em situações onde a mesma encontra-se mais vulnerável como no caso do diagnóstico de câncer de mama. Mulheres com câncer de mama não estão protegidas de serem vitimizadas. É importante que a equipe esteja atenta as situações de violência, amplie o olhar de cuidado à essa mulher, rastreie e notifique a fim de que o ciclo seja rompido.