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ANALISE DAS TAXAS DE ÓBITO POR CAUSA MAL DEFINIDA ENTRE 2009 A 2017, EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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Apresentação/Introdução
As taxas de óbitos de causa mal definida vêm diminuindo no país, principalmente nas capitais e em toda região sudeste. O Estado do Rio de Janeiro já há algum tempo vem apresentando um comportamento diferente de São Paulo e Minas Gerais. Os municípios fluminenses têm um ritmo de decréscimo bem heterogêneo. No norte do estado observam se taxas ainda superiores as demais regiões do estado.


Objetivos
Identificar a variação das taxas de óbitos de causa mal definida ocorridos no Hospital Ferreira Machado (HFM) no período de 2009 a 2017 e comparar com as taxas no município e no Estado do Rio de Janeiro no mesmo período.


Metodologia
Utilizou-se os dados de 6.182 registrados pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) referentes aos óbitos ocorridos no Hospital entre 2009 a 2017. Os óbitos encaminhados ao IML foram censurados. Foram selecionados os 680 óbitos com classificação da CID 10ª revisão, com código R99. Foi considerada a taxa de óbitos de causa mal definida anual e analisado os nove anos. O banco de dados em questão está no formato REC, nativo do Software Epidata Entry 3.1 e analisado pelo Epidata Analysis V2.2.1.171. Os dados do município e do Estado foram obtidos no site: Conexão Saúde (https://www.saude.rj.gov.br/informacao-sus/indicadores) em 29/01/2018.


Resultados
Entre os 6.182 que ocorreram no HFM entre 2009 e 2017, 680 foram OCMD com uma taxa de 10,2%. Analisando ano a ano observamos uma variação considerável, de 15,9% em 2009, quando o NVEH iniciou suas atividades até 4,8 % em 2017, com uma redução de 69,8%. Esta redução não foi linear, em 2011 houve um aumento em relação ao ano anterior, 13,4% e em 2014, 11,0%. As séries do município e do estado terminam em 2015. Ao comparar com a variação das taxas do município percebe-se uma diferença entre as três séries. No município a média foi de 8,6% variando de 9,6% a 6,5% e um aumento de 4,8%. No estado, média de 4,9% maior 5,9% em 2010 e menor 4,2% em 2013 com uma redução de 22,8%.


Conclusões/Considerações
Fica evidente a considerável redução da taxa de OCMD no hospital ao longo destes nove anos. A variação sofrida tanto no município como no estado são bem diferentes. A elevação observada em 2014 levou a mudança de estratégia visando à redução desta taxa. Até 2014 os dados eram divulgados nos quadros de aviso, após este aumento, o NVEH passou a enviar uma carta padrão para cada médico que assinou a declaração de óbito como OCMD.