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A EXPERIÊNCIA TEÓRICO-PRÁTICA DE GRADUANDOS EM PSICOLOGIA COM O APOIO MATRICIAL NA REDE DE SERVIÇOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

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Período de Realização
Abril/2017 - atividade em curso


Objeto da Experiência
Desenvolvimento acadêmico de graduandos participantes da experiência de Apoio Matricial desenvolvida nos serviços de saúde de Volta Redonda, RJ.


Objetivos
Realizar revisão bibliográfica para ampliar a compreensão do grupo de estudos sobre o Apoio Matricial; conhecer e vivenciar o desenvolvimento de ações de Apoio Matricial em Saúde Mental na Atenção Básica; elaborar os relatos empíricos e analíticos sobre o acompanhamento das práticas em curso.


Metodologia
O grupo de estudos e pesquisas, junto de trabalhadores e gestores da Saúde Mental e Atenção Básica, realizam visitas semanais às unidades de Estratégia Saúde da Família, onde se discutem os casos eleitos pelas equipes participantes como situações em Saúde Mental de difícil enfrentamento. Semanalmente, o grupo de estudos e pesquisas também se reúne na Universidade para o estudo do Apoio Matricial, assim como para a análise crítica deste processo a partir dos relatórios elaborados pelos alunos.


Resultados
Esta ação de apoio hoje já coloca em relação 32 Unidades Básicas de Saúde, 5 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 1 Ambulatório de Saúde Mental, 1 Equipe de Consultório na Rua (CnaR) e 1 Equipe de Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Em 2017, foram discutidos 13 casos onde a experiência de Apoio Matricial, articulando Universidade, trabalhadores e gestores, promoveu a qualificação do acesso e do cuidado ao sofrimento psíquico na interface entre Saúde Mental e Atenção Básica.



Análise Crítica
Observamos a composição do Apoio Matricial com a democratização institucional quando enxergamos a possibilidade da Atenção Básica se desprender de funções excessivamente tecnicistas e programáticas, esvaziadas de sentido político, e passar a articular diferentes saberes que contemplem o cuidado em Saúde Mental. Assim, o apoio funciona como um facilitador do fluxo de acolhimento na rede de saúde, ofertando suporte aos serviços e ampliando o diálogo entre Saúde Mental e Saúde Coletiva.


Conclusões e/ou Recomendações
Trabalhar com o Apoio Matricial é investir na formação de alunos e trabalhadores nos serviços. O próximo passo é sustentar a autonomia das equipes de Atenção Básica para acolher o sofrimento psíquico. Entendemos, deste modo, que a função da Universidade como parceira na construção desta estratégia terá o seu fim, pois o Apoio Matricial é um processo eminentemente produtor de autonomia e de redes cooperativas de trabalho.