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Verticalização ambulatorial, integração e gestão profissionalizada do cuidado: alternativa para a sustentabilidade da saúde suplementar

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Introdução: Gestão em saúde é questão relevante para sociedade pela complexidade, recursos escassos, doenças crônicas, inflação médica. Objetivos: Demonstrar, por meio de indicadores (saúde; financeiro), que fator crítico de sucesso de operadora (autogestão), pequeno porte, foi verticalização ambulatorial e atenção integrada de saúde, com gestão profissionalizada.Métodos: Pesquisa no sistema de gestão de operadora de saúde (2006/2015), após implantação de check-up e programas preventivos (nutrição, cardiovascular, endocrinológico, ortopédico), estes, embasados pelo perfil epidemiológico traçado pelo Check-up. População-alvo prioritária, associados com idade ≥ 40 anos. Pesquisa bibliográfica/documental (prontuário eletrônico, sistema de gestão, relatórios ANS). Tratamento estatístico pelo Software Minitab. Resultados: Crescimento médio da adesão dos Programas foi de 208%. Percentual das internações gerais foi de 21% (participantes) contra 79% (não participantes); redução de 66% das internações por Doenças Cardiovasculares (DCV) e, apenas, 6% dos participantes internaram; internações por pneumonia comunitária diminuíram em 90% após vacinação com Pneumocócica-23-valente. Sinistralidade média reduzida de 98% (2004/2005) para 88% (2006/2015). Participantes dos Programas apresentaram sinistralidade de 72%. Qualidade de vida e redução da sinistralidade proporcionaram aumento das reservas técnicas em 105%. Conclusão: Verticalização ambulatorial com gestão do cuidado integrado e profissionalizada foi eficaz e eficiente, proporcionando qualidade de vida (diminuição das internações) e redução da sinistralidade (principal indicador financeiro). Índices de desempenho (IDSS) máximo (1) e classificação de risco assistencial baixo pela ANS. Concluímos que a verticalização ambulatorial foi fator crítico de sucesso independentemente do porte, refutando o sustentado pela literatura, que sustenta que o sucesso da verticalização depende de ser a operadora de grande porte. Referências: BRASIL, Agência Nacional de Saúde Suplementar. Caderno de Informação de Saúde Suplementar Beneficiários, Operadoras e Planos, Ano 10, n.1 (mar.) 2016; SANTACRUZ,R. Verticalização do Mercado Brasileiro de Saúde Suplementar. 2011. 22f.