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Profilaxia de Tromboembolismo Venoso em Pós-Operatório de Correção de Aneurisma Cerebral

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Introdução: A profilaxia de tromboembolismo venoso ainda é um desafio no pós-operatório de neurocirurgia.Objetivo: Avaliar a segurança da introdução precoce da profilaxia de tromboembolismo venoso no pós-operatório de correção de aneurisma cerebral.Métodos: Estudo retrospectivo de avaliação de 157 pacientes submetidos a correção de aneurisma cerebral, por via cirúrgica ou endovascular, no período de janeiro de 2014 a setembro de 2015, sendo 81 por via cirúrgica e 76, por via endovascular. Foram avaliados: o tipo e tempo de início da profilaxia, assim como suas complicações e os desfechos: tromboembolismo venoso (TEV) e tromboembolismo pulmonar (TEP) durante a internação e em seguimento de 6 meses e sobrevida em 30 dias e seis meses.Resultados:Dos 157 pacientes, 80,2% eram do sexo masculino, com idade média de 54,5 ± 14,4 anos. Quatorze por cento da amostra apresentava hemorragia subaracnóidea no momento da internação. No período analisado, TEV foi encontrado em 1,27% dos pacientes e TEP em 1,91%. A profilaxia mecânica foi utilizada em 94,9% dos pacientes, a farmacológica em 25,5% e em 24,4%, a terapia combinada. Dos pacientes que receberam a profilaxia farmacológica, houve um caso de trombocitopenia induzida pela heparina e um caso de sangramento maior. Em ambos os casos, a profilaxia farmacológica foi suspensa. A profilaxia de TEV foi iniciada em 24 a 48 horas em 95,5% dos pacientes e a sobrevida em 30 dias no grupo estudado foi de 98,7% em 30 dias e 96,21% em 6 meses.Conclusão:A introdução da profilaxia de TEV em pacientes em pós-operatório de aneurisma cerebral é uma prática segura, devendo ser estabelecida de forma rotineira neste grupo de pacientes.