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Análise de confiabilidade dos indicadores que são publicados por entidades do mercado de saúde

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Objetivo: Comparar um mesmo indicador publicado por diferentes fontes a fim de saber se são coincidentes.Objetivo específico: Verificar a necessidade mercadológica de uma única fonte de consulta com dados públicos comparáveis.Metodologia: Escolheu-se aleatoriamente três dos indicadores mais usados na tomada de decisões em instituições de saúde: Tempo Médio de Permanência em dias (TMP), Taxa de Mortalidade Institucional (TMI) e Taxa de Infecção Hospitalar em UTI Adulto (TI). Em seguida, comparou-se quais resultados foram publicados pelo Programa Compromisso com a Qualidade Hospitalar - CQH, Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e Tabnet/DataSUS. Para a comparação, considerou-se o valor médio anual apurado a partir das medianas mensais disponíveis no site do CQH, o indicador consolidado médio anual disponível em Tabnet/DataSUS e os dados do Observatório Anahp 2016.Resultados: Todos os indicadores analisados trazem resultados distintos em cada uma das publicações (fig.1). Nenhum dos relatórios explicita os motivos pelos quais seus resultados podem diferir de outros de referência apresentados no mercado. Por exemplo, índices mais baixos de TMP indicariam maior eficiência dos hospitais participantes da Anahp e do CQH, entretanto, índices mais elevados podem se dar por outros fatores, como: maior complexidade de casos, intercorrências e realização de procedimentos e exames. A mesma avaliação é válida para os indicadores TMI e TI. Para o primeiro, o índice apurado na rede hospitalar que presta serviços ao SUS, tanto pública quanto privada, chega a ser mais de duas vezes maior do que o verificado na Anahp. Assim como no caso anterior, a análise isolada não possibilita a aferição de resultado conclusivo, uma vez que não se conhece os demais fatores que a influenciam. A Taxa de Infecção Hospitalar em UTI adulto não é publicada no Tabnet/DataSUS.Conclusão: Indicadores gerenciais são essenciais para a tomada de decisão estratégica. Um gestor de saúde que faça uma leitura isolada de um indicador em uma única fonte pode ser levado a interpretações falsas sobre a situação de cada agrupamento. Falta uma ferramenta acessível para benchmarking que reúna informação ampla, cruzada e imparcial com estratificação por tipo de hospital e paciente.