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Adesão as diretrizes de Antibiotiprofilaxia Cirúrgica: um estudo realizado em uma rede de hospitais privados do Brasil.

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A antibioticoterapia profilática pode ser definida como o uso de antibióticos em pacientes que não apresentam sinais ou sintomas de infecção, com o objetivo de prevenir o seu surgimento. Já está bem estabelecido que, para haver efeito profilático, o antibiótico deve ser administrado antes da contaminação dos tecidos e, portanto, antes do início da cirurgia. Em cirurgias eletivas, o momento ideal é durante a indução anestésica, e por via venosa. A administração mais precoce não aumenta a eficácia da profilaxia. Desenvolvimen foram avaliados 3.817 prontuários de pacientes que realizaram cirurgias das especialidades cirurgias ortopédicas, cirurgias plásticas, cirurgias cardíacas e cirurgias gerais (somente herniorrafia inguinal e umbilical). O período de análise foi de julho a outubro de 2016. O estudo foi realizado em 27 hospitais privados pertencentes a uma rede com atuação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal. Para a escolha da amostra avaliada foi utilizado o cálculo amostral para pesquisas cientificas com erro amostral de 10%. Resultados: Dos procedimentos avaliados 94% receberam antibioticoprofilaxia desses, 99% receberam o antibiótico correto em 92% o antibiótico usado foi a Cefazolina. Em 90% dos pacientes que receberam antibiótico o mesmo foi realizado dentro de 60 minutos que antecederam o início do procedimento cirúrgico ou em até 120 minutos para vancomicina ou quinolonas, 7% das cirurgias tinham indicação de repique que foi realizado em apenas 55% dos casos. O antibiótico foi suspenso em até 48 horas em 90% das cirurgias sendo que destes 70% usaram por até 48 horas e 30% usaram uma única dose no intra-operatorio. Conclusão: Este estudo visa demonstrar o trabalho realizado em uma rede de hospitais privados para incentivar a adesão as diretrizes terapêuticas de antibioticoprofilaxia cirúrgica e assim diminuir os riscos dos pacientes ao desenvolvimento de infecções em sítio cirúrgico. Encontramos oportunidades de melhoria com relação a adesão ao repique e a adequação da dose do antibiótico em pacientes com peso maior que 80kg.