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Estudo preliminar da citotoxicidade in vitro da fração hexânica das folhas de Eleutherine plicata em células neoplásicas humanas

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Introdução: A importância dos sistemas terapêuticos tradicionais vem desde a Antiguidade. No Brasil, devido a situação sócio-econômica, o uso de plantas medicinais às vezes é a única alternativa para uma grande parte da sociedade, principalmente da zona rural, que se torna a forma mais simples e econômica de combater as doenças. A Eleutherine plicata é comumente encontrada na região Norte do Brasil onde é popularmente chamada de marupazinho. Estudos farmacológicos com Eleutherine plicata relatam possuir atividades anti-bacteriana, anti-fúngica, anti-malária, citotóxica e antitumoral. Objetivos: avaliar os efeitos anti-proliferativos in vitro da fração hexânica das folhas de E. plicata sobre um painel composto de cinco linhagens celulares tumorais humanas. Métodos: a fração hexânica foi obtida através de extração simples com n-hexano das folhas frescas maceradas. Em seguida, a fração foi filtrada e submetida a rotaevaporação de 8 rpm em temperatura constante de 90ºC. A caracterização fitoquímica realizada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas. Para análise de citotoxicidade, o ensaio colorimétrico de redução do sal MTT [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difenil brometo tetrazólico] foi utilizado. Resultados: após 72 h de exposição, a fração hexânica mostrou-se citotóxica para todas as linhagens tumorais utilizadas. A linhagem de leucemia promielocítica (HL-60) foi a mais sensível ao tratamento com a fração hexânica de E. plicata cujo valor de CI50 foi igual a 10,43 µg/mL. Já para as linhagens de glioblastoma (SF295), cólon (SW680), mama (MX-1) e melanoma (MDA-MB435) apresentaram maior resistência a exposição a fração hexânica de E. plicata, cujos valores de CI50 foram 13,22 µg/mL, 11,61 µg/mL, 14,27 µg/mL e 18,59 µg/mL, respectivamente. A análise fitoquímica da fração hexânica permitiu a detecção de alguns metabólitos secundários pertencentes as classes das antraquinonas, naftoquinonas, triterpenos e esteroides. Conclusão: a fração hexânica das folhas de E. plicata apresentou significativa citotoxicidade in vitro contra células tumorais humanas. Apoio Financeiro: FUNCAP.