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Introdução: Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) são liberadores de nicotina com fragrâncias e sabores variados. Apesar da comercialização ser proibida no Brasil, esses dispositivos exercem forte apelo sobre o público jovem. Estima-se que 16,8% dos adolescentes brasileiros na faixa etária de 13 a 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico, com maior prevalência no Distrito Federal (30,8%). Estes são dados preocupantes, uma vez que o contato com substâncias narcóticas em fase de desenvolvimento fisiológico, cognitivo e sobretudo comportamental podem ter consequências desastrosas para a saúde do indivíduo.
Objetivo: Investigar a prevalência, os padrões de uso e aspectos da vigilância do tabaco e de Dispositivos Eletrônicos para Fumar, entre estudantes de 13 a 15 anos matriculados em escolas da Rede Pública de Ensino em Taguatinga-DF.
Método: Estudo piloto, transversal, descritivo e quantitativo realizado em escolas públicas de Taguatinga-DF entre jul/ago 2025. Foram selecionados, por amostragem não probabilística por conveniência, estudantes de 13 a 15 anos. A coleta de dados com variáveis sociodemográficas e sobre prevalência e padrões de uso de tabaco e DEF foi feita via formulário eletrônico (REDCap), utilizando o questionário padronizado da Pesquisa Mundial sobre Tabagismo em Jovens da OMS. Os dados anonimizados foram analisados no IBM SPSS Statistics v. 31.0. A pesquisa foi aprovada pelo CEP (nº 7.615.157/2025).
Resultados ou Resultados Esperados: Participaram 33 estudantes, sendo 32,4% (n=11) do sexo masculino e 67,6% (n=22) do feminino. A experimentação do tabaco foi relatada por 41,2% (n=14) dos estudantes, com a idade do primeiro uso mais comum entre 12 ou 13 anos, para 32,4% (n=11) dos participantes. Em relação aos DEFs, 100% (n=34) dos escolares já tendo ouvido falar sobre esses dispositivos e 50,0% (n=17) já os experimentaram. Quanto ao uso recente, 11,8% (n=4) usaram DEFs em 1 ou 2 dias nos últimos 30 dias, 17,6% (n=6) usaram DEFs por 2 a 10 dias em toda a vida, e 5,9% (n=2) por mais de 100 dias.
Conclusões: Neste estudo piloto com escolares da Rede Pública de Taguatinga, verificou-se uso precoce de tabaco e DEFs. A experimentação do tabaco começou entre 12-13 anos, indicando alta vulnerabilidade nessa faixa etária. Todos conheciam os DEFs, e o uso destes foi mais prevalente e prolongado que o do tabaco. Os resultados demandam ações intersetoriais entre profissionais da saúde e educação na Atenção Primária e nas escolas, focadas na prevenção, redução do consumo e promoção de saúde com adolescentes.
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