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Introdução: A sífilis é uma infecção sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida por via sexual ou vertical, podendo evoluir para sífilis congênita (SC) e neurossífilis1,2. Sem diagnóstico ou tratamento adequados, gera Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP), evitáveis com cuidado oportuno, prevenindo complicações e reduzindo custos ao sistema de saúde3,4,5. Objetivo: Analisar as despesas das internações hospitalares por SC em em crianças menores de um ano usuárias da rede pública de saúde do Distrito Federal no período de 2019 a 2022. Método: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado com dados secundários do SIH/SUS referentes às internações por sífilis congênita (CID-10 A50 a A50.9) em crianças menores de um ano no Distrito Federal, no período de 2019 a 2022. Foram analisadas as Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) quanto ao número de internações, custos hospitalares e profissionais, tempo de permanência e médias, estratificados por região de saúde. A análise foi realizada no Tabwin e no Excel, por meio de estatística descritiva simples, tendo como desfechos principais o custo médio por internação e o custo total anual. Por se tratar de dados públicos e sem identificação, não houve necessidade de aprovação ética. Resultados: Foram analisadas 509 AIH, referentes a internações por sífilis congênita em menores de um ano. Em relação ao valor da AIH, foi identificada a seguinte distribuição de valores totais no período de 2019 a 2022, respectivamente: R$ 54.347,39, R$ 39.143,51, R$ 45.309,82 e R$ 33.444,14. Durante o período analisado, o valor somado foi de R$ 172.244,86, gastos em AIH. A média anual gasta em reais por criança internada foi de aproximadamente R$ 338,38. Em relação aos custos indiretos e diretos, os serviços hospitalares foram de R$ 161.397,96, enquanto os serviços profissionais somaram R$ 30.315,03. Conclusões: A SC no DF representa um custo elevado para o SUS, recurso que poderia ser redirecionado para outras demandas prioritárias da saúde pública. Nesse sentido, o tratamento da gestante apresenta-se como uma medida altamente custo-efetiva, considerando que os custos envolvidos são significativamente inferiores aos decorrentes da infecção do recém-nascido.
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