Angústia, práticas de si e arte: um ensino de filosofia para o autocuidado e a expressão existencial no ensino médio

Vol. 2, 2025 - 326712
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Resumo

Este trabalho, de cunho teórico-reflexivo e ainda em andamento, nasce da vivência docente na Escola Justino Silva Bastos, em Coelho Neto (MA), e tem como foco compreender o sofrimento existencial de estudantes do Ensino Médio, evidenciado por episódios de automutilação, ansiedade e ideação suicida. A partir da filosofia de Søren Kierkegaard, especialmente sua concepção de angústia como estrutura da existência, a pesquisa propõe o ensino da Filosofia como prática de vida, tomando a angústia, não como patologia a ser eliminada, mas como ponto de partida para a construção de sentido. Por meio de atividades artísticas, escritas de si e reflexões existenciais, os alunos são convidados a reconhecer e ressignificar suas dores, transformando a experiência do sofrimento em possibilidade de escolha, liberdade e formação de si. Inspirado também pela noção de Filosofia como exercício espiritual, proposta por Pierre Hadot, o estudo propõe uma prática pedagógica em que pensar a angústia seja também um modo de aprender a viver. Com base na escuta sensível, o professor assume o papel de mediador, articulando teoria e realidade, e convidando os alunos à ressignificação de suas dores. A pesquisa aponta que a Filosofia, quando ensinada como cuidado de si, pode transformar a escola em espaço de resistência e cura, onde o pensamento é também gesto de esperança, abrindo espaço para a construção de sentidos mais autênticos e humanizadores no contexto escolar.

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Instituições
  • 1 UFPI
Área Temática
  • Práticas Dialógicas para o Ensino da Filosofia
Palavras-chave
angústia existencial
cuidado de si
ensino de filosofia