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A pesquisa A filosofia como exercício espiritual em Pierre Hadot: repensando o ensino filosófico com vistas à autonomia e à emancipação intelectual de alunos no ensino médio nasceu de inquietações docentes em torno dos limites e possibilidades do ensino de Filosofia na educação básica. Considerando o papel emancipador da Filosofia na escola, investigou-se se e como a prática filosófica compreendida como “exercício espiritual”, segundo Pierre Hadot (2014), pode contribuir para a autonomia e emancipação intelectual de estudantes. A pesquisa assumiu como hipótese que, ao ser vivida como modo de vida e sustentada por exercícios como o diálogo e a atenção a si e ao mundo, a Filosofia pode provocar transformações significativas nos sujeitos. Com base em revisão de literatura, foram mobilizadas obras de Hadot, Rancière (2002), Foucault e Kohan. O estudo adotou uma abordagem de pesquisa-ação, sendo desenvolvido na Escola Estadual Querubina Silveira, em Cerro Corá/RN, com turmas da primeira série do novo ensino médio. Foram realizadas sessões filosóficas baseadas em exercícios espirituais, cujos efeitos foram analisados a partir da escuta ativa, entrevistas e observação das interações em sala. Os dados evidenciaram o despertar do pensamento crítico, o engajamento dos(as) estudantes e a ressignificação de temas cotidianos. A análise indicou que a Filosofia, quando vivida como experiência, pode reposicionar-se no espaço escolar e promover verdadeiros processos de emancipação. Conclui-se que práticas filosóficas que valorizem a escuta, o questionamento e o encontro com o outro podem contribuir de forma significativa para o fortalecimento do sujeito na escola e na vida.
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