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Este trabalho propõe uma reflexão crítica sobre a inserção dos estudos de gênero, feminismos e decolonialidade no ensino de Filosofia na educação básica, com o objetivo de promover uma prática filosófica mais inclusiva, crítica e representativa. A partir de uma análise crítica da tradição filosófica ocidental e de seus silenciamentos estruturais. Fundamentando-se em autoras como Judith Butler, Silvia Bento, Simone de Beauvoir e Marilène Patou-Mathis, discute-se como os discursos filosóficos hegemônicos contribuíram para a marginalização das mulheres e de outros grupos subalternizados.. A pesquisa pretende investigar como as narrativas filosóficas podem ser ressignificadas a partir de uma perspectiva interseccional e decolonial, contribuindo para a construção de uma educação mais engajada socialmente. . A partir da perspectiva decolonial, o artigo problematiza a construção de saberes filosóficos e propõe o reconhecimento de que a tradição filosófica dominante, marcada pelo eurocentrismo e pelo patriarcado, perpetuou a exclusão de vozes femininas e de outras identidades marginalizadas. A proposta é refletir criticamente sobre esse silenciamento histórico, articulando o debate entre filosofia, gênero, feminismos e decolonialidade. Busca-se compreender como o ensino filosófico pode ser ressignificado a partir dessas perspectivas, com vistas a construir uma prática educativa mais representativa e emancipadora. A integração entre filosofia, gênero, feminismo e decolonialidade não é apenas uma proposta teórica, mas uma exigência ética e política. É urgente construir uma prática filosófica que acolha a diversidade de vozes, promovendo o pensamento crítico e a emancipação dos sujeitos historicamente silenciados.
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