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Considerando o jornalismo como potente agente de memória, em especial por meio da cobertura sobre o período ditatorial no Brasil (1964-1985), trazemos uma análise narrativa do livro “Crime sem castigo”, da jornalista Juliana Dal Piva (2025). Com o objetivo de compreender como o jornalismo de teor testemunhal e o corpo de Rubens Paiva – ausente fisicamente, mas simbolicamente presente nesta e em outras obras – se articulam na narrativa, analisamos o livro a partir de dois operadores metodológicos: a relação da jornalista com as fontes e sua relação com o processo de produção da obra. Esses operadores se organizam em torno de dois eixos centrais: o corpo e o testemunho. Reconhecemos a potência do jornalismo testemunhal em nos oferecer pistas sobre corpos de pessoas que deveriam literalmente sumir do mapa, mas que aparecem como força na narrativa do livro-reportagem.
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