“Crime sem castigo”: corpo e testemunho na narrativa jornalística sobre a ditadura

Vol. 23, 2025 - 329953
Sessão Coordenada
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Resumo

Considerando o jornalismo como potente agente de memória, em especial por meio da cobertura sobre o período ditatorial no Brasil (1964-1985), trazemos uma análise narrativa do livro “Crime sem castigo”, da jornalista Juliana Dal Piva (2025). Com o objetivo de compreender como o jornalismo de teor testemunhal e o corpo de Rubens Paiva – ausente fisicamente, mas simbolicamente presente nesta e em outras obras – se articulam na narrativa, analisamos o livro a partir de dois operadores metodológicos: a relação da jornalista com as fontes e sua relação com o processo de produção da obra. Esses operadores se organizam em torno de dois eixos centrais: o corpo e o testemunho. Reconhecemos a potência do jornalismo testemunhal em nos oferecer pistas sobre corpos de pessoas que deveriam literalmente sumir do mapa, mas que aparecem como força na narrativa do livro-reportagem.

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Instituições
  • 1 UFOP
  • 2 Universidade Federal Fluminense (UFF)
Área de Avaliação
  • Renami - Jornalismo narrativo, sujeitos e testemunhos (Sessão 1) – Ano 6
Palavras-chave
Narrativas jornalísticas
Testemunho
Corpo
Livro-reportagem
Ditadura