Jornalismo de periferia, direitos humanos e decolonialidade: epistemologias insurgentes frente às desigualdades no Sul Global

Vol. 23, 2025 - 330144
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Resumo

Este artigo propõe uma reflexão epistemológica sobre o jornalismo de periferia como prática insurgente frente às desigualdades do Sul Global. A partir de referências decoloniais, feministas negro-latino-americanas e da comunicação popular, analisa-se como coletivos periféricos subvertem a colonialidade do saber. A reconfiguração dos direitos humanos é abordada como uma práxis enraizada na experiência local. O estudo também mobiliza autores clássicos do jornalismo, como Genro Filho e Medina, para questionar a objetividade e a neutralidade na prática jornalística. Argumenta-se que o jornalismo periférico, ao articular território, corpo e memória, constitui uma forma de resistência simbólica e criação de mundos possíveis. Trata-se de uma pesquisa de mestrado em andamento, com resultados parciais. A análise de caso, guiada pela Análise Crítica da Narrativa de Motta, permite observar as disputas de sentido nos discursos produzidos por jornalistas das periferias.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Santa Catarina
Área de Avaliação
  • 2. Fundamentos teóricos do Jornalismo
Palavras-chave
Jornalismo de periferia
Direitos humanos
Decolonialidade
Epistemologias do Sul
Comunicação popular