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O Combustível Derivado de Resíduos com inclusão de biomassa (CDR Verde) é uma alternativa energética mais sustentável, feita a partir da mistura de resíduos sólidos, principalmente orgânicos ou de biomassa. No Brasil, essa tecnologia ainda está em fase inicial, mas tem ganhado espaço diante da necessidade de reaproveitar melhor os resíduos urbanos, industriais e naturais. Por isso, o CDR Verde tem um papel importante tanto no cenário nacional quanto internacional, como uma solução que une inovação e cuidado com o meio ambiente. Com esse foco, o Projeto Radical - Radiocarbono e Algas - busca avaliar o uso de algas nativas para remoção de poluentes e, ao mesmo tempo, contribuir para a geração de energia limpa, numa perspectiva circular. O projeto tem três etapas: (I) testes em laboratório com algas expostas a contaminação fóssil; (II) testes em campo, com estruturas flutuantes de baixo custo instaladas na Baía de Guanabara; e (III) aproveitamento energético da biomassa coletada. As duas fases iniciais foram concluídas com sucesso, demonstrando não somente o potencial das algas em biomonitorar a contaminação fóssil nos testes de microcosmos, mas também, mostraram resultados de outros contaminantes associados à contaminação por combustíveis fósseis, como metais (Cd, Cu, V, Mn, Ni e Fe) que apresentaram forte correlação com a fração biogênica determinada por 14C-AMS (Determinação do carbono-14 por espectrometria de massa com aceleradores) no experimento em mesocosmos. Nos 3 locais estudados na costa de Niterói, RJ, foi encontrada contaminação fóssil, sendo que na estação Arariboia uma das medidas resultou em 51% de fração biogênica de carbono. Além disso, biomassa gerada está passando por testes em parceria com a UNESP para a produção de CDR Verde e os resultados demonstraram boa resistência e durabilidade dos briquetes, mas o alto teor de cinzas encontrado nas amostras, 38,13% (Algas trituradas), 27,60% (Algas residuais), 40,47% (Algas naturais-I) e 38,43% (Algas naturais-II) demonstra inviabilidade para uso direto como biocombustível sólido, entretanto por apresentar alta resistência após sua compactação, o material continua em análise com objetivo de poder ser adicionado à misturas com outras biomassas para produção de briquetes geração de energia e calor. A metodologia utilizada na UNESP se baseia na confecção de briquetes a partir de misturas sem o uso de temperatura, o que é um dos grandes avanços tecnológicos na área. Como próximos passos pretende-se analisar mais lotes de amostras com diferentes misturas para avaliar o rendimento da conversão: (a) RSU (Resíduo Sólido Urbano) + Poda de Árvore; (b) RSU + Alga; (c) RSU + Cepa de Mandioca.
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